Tuesday, August 22, 2006

Versão traduzida para o português

FIDEL ESTAVA OBCECADO EM CHEGAR AO PODER DESDE QUE TINHA 18 ANOS

Entrevista
Serge Raffy
La Voz de Galicia
Infosearch:
José F. Sánchez
Jefe de Buró
Cuba
Dept. de Investigaciones
La Nueva Cuba
Agosto 19, 2006
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Raffy revela em «Castro el desleal» que o presidente cubano no foi reconhecido por seu pai até que completou 15 anos. O escritor encontra aí a chave de sua compulsiva e contínua busca do poder e do reconhecimento público

Fidel Castro «sofre desde a sua infância da síndrome do abandono», o que lhe levou sempre a buscar compulsivamente o poder e o reconhecimento público. Esta é a tese do jornalista francês Serge Raffy que descreve na sua biografia Castro o desleal (Aguilar), a quem perfila como «fascinante, mescla de don Quixote e Torquemada, de Stalin e Spielberg, um monge soldado que sempre acreditou no poder absoluto das armas». Só a enfermidade o venceu.

-Fidel foi batizado oito anos depois de seu nascimento. Eu encontrei seu registro de batismo em Cuba, na qual não aparece o seu pai, Ángel. Este o reconheceu quando já teria 15 anos. Foi um filho ilegítimo, que esconderam na casa de seu padrinho, um haitiano que se comportou de forma muito violenta com ele. Sua infância explica sua vida, suas ânsias por ser o primeiro na cena política, que para ele, é o teatro do mundo. Desde que tinha 18 anos estava obcecado em chegar ao poder.

-Sim, toda sua historia está marcada pela violência, que é quase algo natural para ele desde sua infância. Há acusações muito sérias de que matou um rival político na universidade, mas não há provas. Sim existem de que tentou assassinar a outro adversário.

-Quando jovem não estava muito interessado nas moças. Logo se casou com Marta Díaz Balart, mas tem demonstrado que no é capaz de viver com uma mulher, tem a síndrome do abandono porque sua mãe o deixou quando tinha quatro anos. A conseqüência é que não tem confiança nas mulheres porque pensa que se sua mãe o abandonou qualquer outra pode fazê-lo. Por isso odeia a família. Sua atual esposa, Delia Soto del Valle, que é mais uma enfermeira, tem sido a exceção. Toda sua vida tem sido una luta para vingar-se de que sua família não o reconheceu e provar que é um homem muito importante. Por isso continua necessitando a luz das câmaras.

-Sim. Passou muito tempo em colégios jesuítas e não se sabe o que aconteceu ali. Porém, é um macho clássico, que sente um ódio muito forte pelos homossexuais.

-Tratou de desconstruir a legenda. Disse que se tornou comunista por causa dos americanos e é falso, e que haveria eleições e nunca houveram.

-Fidel era um don Quixote solitário na serra, não era nada. Mas os americanos decidiram apoiá-lo em 1958 porque a CIA acreditava que era de direita. Aconteceu o mesmo que com Bin Laden. Porém, creio o Movimento 26 de julho, que aparentava que não era comunista, como um cavalo de Troya para instaurar o comunismo.

-Não há dúvida de que é um gênio da comunicação, e inteligente. Também, que tem se sustentado em uma ditadura militar. Mas, sobretudo, tem se beneficiado da guerra fria. Atrás das crises dos mísseis, EE.UU., pensou que Cuba devia ser o “espantapájaros” para os americanos, que deveriam ver que o socialismo era um fracasso. A URSS pensou que devia ser um exemplo, pelo que lhe deram muito dinheiro.

-Castro ajudou ao MIR, que provocou o caos no Chile, como disse a CIA. Era uma aliança objetiva entre esquerdistas que pensavam que a luta armada era a solução. Lhe interessava o fracasso da via pacífica ao socialismo para provar que era impossível e que ele tinha razão. (La Nueva Cuba)

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